15 dezembro 2006

POESIAS NATALINAS

MEU PAPAI NOEL DE CASA.

>> Dedé Monteiro<<

Os sinos tocam contentes

Aí papai Noel sai

Distribuindo presentes

Como se fosse outro pai

durante essa missão Sua

Soube rua desce rua

Sobe morro, Morro desce,

Palmilha todo terreno

Só meu casebre pequeno

Papai noel não conhece

É porque eu não conheço

Onde papai noel mora

Senão o meu endereço

Eu ia enviar-lhe agora

Escrevo um bilhetinho

Conto bem direitinho

onde fica meu chalé

se dizem que ele adivinha

porque só minha casinha

ele não sabe onde é

quer saber o que se dava
se papai fosse um ricasso

papai noel não errava

as grades do meu terraço

rondava a casa por fora

entrava fora de hora

e pela chaminé descia

e em silencio sorrindo

deixava um presente lindo

pegava o saco e saia

chaminé muito enfeitada

minha palhoça não tem

mas duma lata amassada

papai fez uma também

mas se o senhor entender

que ela não vai lhe caber

eu deixo aberta a janela

e se o senhor se cansar

e achar que não deve entrar

jogue o presente por ela

reclamando desse jeito

posso até estar errado

pois meu mucambo foi feito

num lugar muito atrasado

será que papai noel não passa

porque não tem luz nem praça

nem parque de diversão

esse papai noel nobre

não liga menino pobre

que vive de pe no chão

meu papai que é mais humano

este ano me falou

se Deus quiser para o ano

o seu presente eu mesmo dou

papai é homem de fato

não é papai de boato

como esse noel que atrasa

meu papai é tão fiel

que não há papai noel

como o que tenho tenho em

minha casa.


Carta a Papai noé

CHICO PEDROSA.


Seu moço, eu fui um garoto
infeliz na minha infança
vim saber q fui criança
já pula boca dus otos
só brinquei com os gafanhotos
que achava nos tabuleiro
dibaxo du juazeiro
cum minhas vaca de osso
essas porquera seu moço
q se arruma sem dinheiro.

quando eu via um gurizim
brincando de velocípede
de caminhão, de jipe
de bola, revolve, carrim
sentia dentro de mim
um disgosto q dava medo
ficava chupando dedo
e chorava o resto do dia
só pruque eu não pudia
pegar naqueles brinquedo.

perguntei certa vez
a uns filhos dum dotô
diga fazendo favô
quem dá isso pra vcs
respondeu logo os três
isso aqui é uns presente
qui a gente é inucente
vai durmi e as véz nem nota
aí, papai noé bota
perto da cama da gente.

fiquei naquilo pensando
inté o natá chegá
e na noite de natá
fui drumi alembrando
acordei e fiquei cassando
por onde tava deitado
seu moço fui enganado
pois de presente só tinha
de mijo uma poçinha
que eu mermo tinha mijado

Saí cum a bixiga preta
cassando os amigos meu
quando eles mostraram a eu
carro, caminhão carreta,
bola, revórve, corneta,
trem elétrico inté
boneco máquina de pé
eu não brinquei só fiz vê
resorvi aí escreve
uma carta a papai noé.

Papai noé é pecado
os otro le maltrata
mas eu vô li reclama
os troço que tá errado
aos fí dus deputado
o sinhô dá tanto carrim
mais o sinhô é muito ruim
que lá em casa num vai
pru certo não é meu pai
que não se lembra de mim.

já to certo q vc
só balança o povo seu
e um pobre cuma eu
o sinhô vê e faz q num vê
se o sinho vê
pruque lá em casa num vêm
o rancho que agente tem
é piqueno mais li cabe
será q o sinho num sabe
que pobre é gente também...

vc de roupa encarnada
colorida e fitinha
nunca reparou que a minha
esta toda remendada
seja mais meu camarada
preu num le chamar de ruim

nesse natá faça assim
dê menos ao "fio" do rico
de cada um tire um tico e
traga um presente pra mim
meu endereço eu vou dá-lhe:
a casa q eu moro nela
fica nakela favela
que o sr nunca foi lá

mas qdo o sinhô chegar e avistar um paioça
coberta com lona grossa
e uma porta de flandre
com 2 buracão bem grandes
pode bater q é a nossa





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